NÃO SEI!
Dei-te horas, minutos e segundos
Naqueles anos que foram teus e meus.
A vida passava porque o tempo não parou
O nosso amor foi com ela
Porque no tempo não perdurou
Do teu rosto proibido
Meus olhos choram por não vê-lo
Minhas mãos tremem por não senti-lo
Minha boca está seca e fria
Pela fome insatisfeita de ti
Olho o deserto das minhas ilusões
E não sei porque a razão
O meu coração recorda os nossos desejos
E a procura incessante dum breve sinal da tua mão
No reduto do meu peito o vento passa
Sem parar, nem tropeçar
Vai para bem alto onde sinta espaço sem medo.
O amor morreu dentro de ti, sem contemplação
O meu molda os teus braços em duas colunas
E nelas ateia o fogo de um sonho adormecido.
Rosete Cansado
2016/03/11
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