Da mente sai a poesia que o coração transmite/ Das letras faço palavras, inspiradas na minha mente/ Do amor faço um poema, com muito sentimento/ Da esperança a vida, que vive no presente

terça-feira, 3 de maio de 2022

O Lavrador



O LAVRADOR

A tua mão é dura e agreste como o cipreste
Mas sabes o segredo!
Quando tens que lavrar e semear
Conheces a terra como ninguém
Reges-te pela lua e pel`o sol.
Mãos que mudam de cor de tanto segurar o arade
Que moram e contam os meses
Para chegar ao resultado.
Lavrador não precisas mostrar tuas mágoas
Feridas no corpo que te acompanham
E tens no pensamento.
A tua mão calejada pelo arade, pela foice e enxada
Já está acostumada ao trato da terra ríspida
Que trabalhas com olhar firme
Trabalhas o campo desde manhã
Até ao orvalho das estrelas
Chegas ao curral tratas da junta de bois
Aconchegando-os com carinho 
Não tens tempo para limpar o suor.
Vais para casa, cansado e suado
Comes um naco de pão com chouriço…
Feijão, ou grão ou uma sopa de couves 
Deitas-te sobre um colchão de palha
Para o corpo descansar.
Novo dia chegará e há terra voltas de novo
São as ferramentas que tens para trabalhar
Trabalhas com canseira, mas com vontade
Tua família de ti depende
Esperas com ansiedade pela colheita
Espreitas nos morros quando começa a verdejar
É bom sinal e ficas a rezar feliz
Para que venha o bom tempo e as sementes
Que germinaram te traga o pão.
Com suor, fadiga e tanto trabalho
Com chuva, com frio e pouco alimento.
Sejas pois recompensado.

Rosete Cansado
2017/05/03

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