A ÁRVORE E SUA SEIVA
Foi uma árvore despida num Outono em desilusão
O seu ventre secou ruído de paixão
Seus olhos choraram lágrimas sofridas
Sua boca secou por não ter saliva
Árvore em pé, prestes a cair
Perdeu toda a seiva que a fazia viver
Seus braços desnudes de folhas caídas
Que o vento as levou com pena sentida
Na brisa da noite seus lamentos se ouviam.
No raiar da manhã de tudo se escondia
Numa Primavera em flor, reagiu em surdina
Queria viver, mas força não tinha
A pouca esperança vinha sem sentido
Para almejar um futuro prometido.
A seiva florida de amor carente
Cheio de vida com seiva abrangente
Prometendo curá-la de todo o sofrimento.
Muito renitente e com medo de novo sofrer
Acreditou, nesta seiva que lhe era oferecida
Em prato de prata, com meiguice e amor
Muito receosa, aos poucos voltou-lhe a esperança
No reduto do seu coração, guardou o passado
Hoje vive em liberdade perene, amando com desvelo
Esta seiva que lhe deu de novo a força para renascer.
Um amor, doce, suave e belo, sente-se segura e feliz.
O que tem que ser tem muita força, não se procura…
Encontra-se quando o tempo achar o momento certo
Viver amando e ser amado é uma Bênção, que o tempo permite.
Nunca digas não ao amor, porque é ele quem comanda.
É o comandante da tua nau e do teu coração…
Mesmo quando estás a naufragar, não deixes de acreditar.
Esta árvore recebeu uma lição da vida, que jamais vai esquecer.
Rosete Cansado
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Da mente sai a poesia que o coração transmite/
Das letras faço palavras, inspiradas na minha mente/
Do amor faço um poema, com muito sentimento/
Da esperança a vida, que vive no presente
quarta-feira, 21 de dezembro de 2022
A ÁRVORE E SUA SEIVA
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